É bastante crucial entender que a fidelidade à marca nos dias de hoje não pode mais ser presumida; ou seja, as marcas precisam ter um diferencial claro e objetivo criando uma dedicação ao desenvolvimento da mesma baseado em pesquisa para sobreviverem no mercado.
Então é fato, as empresas de bens de consumo precisam desenvolver marcas de destaque para se manterem relevantes para o consumidor.
No meu entendimento, para as empresas de bens de consumo, o desenvolvimento de marcas nas últimas décadas vigentes concentrou-se na construção das mesmas reconhecidas e confiáveis em sua formação, que se tornassem a primeira opção sólida dos consumidores.
No entanto, nos dias atuais as marcas já não detêm o mesmo poder para essa definição.
Sabem porquê?
Vejam, nos dias atuais o valor é mais importante para o dobro de consumidores do que a marca sugere.
Pessoal, o valor tornou-se o fator de compra mais importante e a fidelidade à marca está diminuindo consideravelmente em todos os níveis
Dessa forma, considero que o desafio para as empresas de bens de consumo é lidar com as questões relevantes e urgentes de valor e fidelização direcionada, pois, ao mesmo tempo que tomam medidas para garantir que suas marcas permaneçam relevantes, temos que considerar à resposta que os consumidores continuam a evoluir significativamente.
Em todos os aspectos, o desenvolvimento de marcas deve permanecer relevante para as mudanças nas prioridades dos consumidores em relação à saúde e à sustentabilidade de efeitos categóricos, pois, embora várias pesquisas que passei vistas, indicam que a sustentabilidade tenha se tornado menos prioritária nesse aspecto para os consumidores em todo o mundo, vários consumidores ainda priorizam produtos sustentáveis de preço mais elevado de uma certa forma, lógico, dependendo da categoria apresentada. Com essa nova característica, a mesma reforça a importância contínua da sustentabilidade como área de foco para as marcas, principalmente aqui no Brasil.
É bastante interessante entender que a geração Z está reformulando as expectativas em relação ao engajamento com as marcas em sua evolução, ou seja, as empresas de bens de consumo também precisam encontrar maneiras mais eficazes e sustentáveis de se conectar com os consumidores do futuro, que evolui com bastante rapidez.
Vou descortinar, três ações prioritárias e essenciais que as empresas focadas nos bens de consumo devem tomar a iniciativa rapidamente:
A – Faça um reconhecimento e analise suas marcas.
Procure identificar e desinvestir nas marcas de pior desempenho e que não apresentam canais de evolução. Isso é notório, porque as principais empresas de bens de consumo concentram seus esforços e investimentos em suas melhores marcas apresentadas, ou seja, garantindo que sejam altamente diferenciadas no mercado atual e demonstrem claramente valor agregado e sólido aos consumidores. A importância de auditar regularmente seu portfólio de marcas é evidente, testando rigorosamente a contribuição para a margem e removendo praticamente as marcas que não geram mais resultados em sua trajetória. Isso significa que apenas as melhores marcas conseguem competir com as próprias marcas ramificadas, as empresas de bens de consumo devem seguir o mesmo caminho perpetuado para o seu negócio, permitindo que invistam tempo e recursos em suas marcas mais importantes para unificação do mercado.
B – Construir e Investir significativamente em pesquisa e desenvolvimento.
Procure diferenciar as marcas restantes, mais fortes e significativas, e procure impulsionar a fidelização do consumidor existente. Considere e aprimore as marcas existentes com inovação e adicione rapidamente novas marcas sugeridas que conquistem os consumidores com uma ampla visão.
Pessoal, apesar do grande interesse real dos consumidores por produtos e serviços mais acessíveis e práticos, que geralmente priorizam o preço inicial em detrimento da marca, um produto ou serviço superior pode reconquistar 60% dos consumidores no Brasil, mesmo com um preço mais elevado inicialmente apresentado.
Porém, ao focar nessa ideia no desenvolvimento da marca, as empresas de bens de consumo precisam garantir com frequência que estejam dando passos firmes na direção certa, e não apenas fazendo pequenos ajustes e reparos, ou os consumidores simplesmente não voltarão nunca mais.
Sobre esse tema e numa pesquisa que passei vistas, 38% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por materiais Top, ou seja, Premium e melhor desempenho do produto (34%), demonstrando a importância de as marcas priorizarem a pesquisa e o desenvolvimento em andamento. Por outro lado, para os setores de bens de consumo considerados mais inovadores, como, vestuário e calçados (52%), produtos para o lar (49%) e beleza (47%), a dedicação à pesquisa e desenvolvimento já é uma realidade usual. Essa expectativa é também para que outros setores também colham os mesmos frutos, pois, o investimento em inovação deve ser contínuo e sólido, a fim de manter a diferenciação competitiva e garantir a fidelidade do consumidor a longo prazo eternamente.
C – Se condicionar e direcionar o investimento em marketing para novos canais integrados.
Vamos alcançar a Geração Z onde ela compra e investe, em vez de persistir continuadamente em atividades de marketing tradicionais cada vez mais obsoletas e não eficazes.
Nessa pesquisa que já me pronunciei, o engajamento digital continua aumentando, isso é notório para a Geração Z, que cito. A realidade apresentada é que as plataformas de entrega são usadas por (75%) da Geração Z para se alimentar fora ou pedir alimentação para viagem, e os marketplaces online iniciais são usados pela maioria da Geração Z para compras unificadas de roupas (72%) e produtos de beleza (54%).
Esses resultados apresentados, indicam que as principais marcas estão direcionando seu marketing para os canais onde seus clientes passam mais tempo e são usuais, além de monitorar o retorno sobre o investimento em marketing, mesmo com orçamentos mais restritos com iniciativas direcionadas.
Vejam que os líderes com melhor desempenho estão internalizando profundamente o desenvolvimento de marketing usual e usando IA em todos os níveis para aprimorar a qualidade do conteúdo gerado e acelerar a entrega com bastante rapidez. Assim, a IA está influenciando o real comportamento do consumidor, com 38% dos clientes utilizando recomendações de IA ao tomar decisões diversas de compra, mais da metade (63%) dessas recomendações de IA se concentram na exigência em marcas de grande porte e sólidas. No meu entendimento isso demonstra a importância da visibilidade real e da força da marca tradicional para as empresas de bens de consumo no âmbito geral.
Minha dica, as marcas precisam ser otimizadas para a descoberta por IA, pois, caso contrário, correm o risco de se tornarem irrelevantes, pois não serão encontradas pelos consumidores no mercado.
Enfim, os consumidores atuais estão cautelosamente otimistas em relação ao seu futuro financeiro, mas as pressões iniciais de curto prazo continuam a influenciar o comportamento para suas iniciativas. Com essa projeção e com orçamentos limitados, as decisões de compra tornam-se cada vez mais ponderadas e sensatas, à medida que a sensibilidade do consumidor ao preço remodela o varejo e a fidelidade real à marca.
Dessa maneira, os varejistas precisam refinar suas linhas de produtos rapidamente e aprimorar as experiências dos clientes usuais por meio das tecnologias existentes, enquanto isso as empresas de bens de consumo precisam se concentrar novamente, como sempre digo, na inovação e em estratégias digitais direcionadas ao seu público alvo.
Então, aqueles que se adaptarem rapidamente com vistas a essas prioridades em constante evolução pragmática e aproveitarem a IA usual para gerar valor estarão com certeza em melhor posição para prosperar nesta era de consumo consciente e real.
Pense nisso.
Sergio Mansilha
